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Os dentes, a autoestima e os modismos



Há uma relação direta entre saúde bucal e autoestima. Vários são os estudos no âmbito da Psicologia que investigam o quanto um sorriso saudável faz a diferença para que o indivíduo se sinta seguro nas suas interações sociais.


Sabe-se que para os bebês os dentes são percebidos como instrumento de defesa e signos de força e independência.  Essa percepção adquirida ainda no berço nos acompanha vida afora e, mais tarde, a falta de dentes ou quaisquer comprometimentos que ocorram nessas estruturas afetam negativamente a forma como nos enxergamos.


A psicóloga Sônia Maria Ribeiro Wolf desenvolveu um estudo bastante conhecido no Brasil (“O Significado Psicológico da Perda dos Dentes”, 1998), onde procurou entrevistar pacientes portadores de próteses e implantes dentários. O objetivo era identificar os aspetos psicológicos decorridos da perda de dentes e ficou demonstrado que constrangimentos ou restrições na vida afetiva e/ou sexual estão associados a essa condição.


Portanto, a substituição de dentes perdidos é um meio importante de devolver ao indivíduo a sua imagem pessoal e social. Nesse aspecto, a evolução da Implantologia, com o avanço e o aprimoramento das técnicas nos últimos anos, é um fator a se comemorar!


Mas o grande impacto psicológico que os dentes exercem sobre a autoestima também tem um outro lado: o revés da moeda está no fato de que essas estruturas, que têm um papel tão importante para a saúde sistêmica do ser humano, são também presas fáceis para os tratamentos da moda e as vaidades impostas por padrões estéticos muitas vezes duvidosos e nada saudáveis.


Dos antigos dentes de ouro (sim, houve um tempo em que isso era “coisa de bacana”) aos atuais piercings dentários, as manias vêm e vão embora e podem deixar prejuízos permanentes, não só estéticos e financeiros, mas também para o desempenho funcional dos dentes e a saúde bucal como um todo.


A obsessão por clareamentos feitos muitas vezes sem critérios, o uso indiscriminado de aparelhos, a substituição de dentes perfeitamente recuperáveis por diversos implantes…Tudo isso é exemplo daquela velha máxima que diz que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose.

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